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Exportar e Importar Agentes

Como transformar um agente num arquivo que pode ser guardado, movido para outra conta ou compartilhado com outra pessoa, e como trazer esse arquivo de volta.

O que é

Exportar gera um arquivo .json a partir de um agente já criado. Esse arquivo pode ser guardado como backup, levado para outra conta sua, ou enviado para outra pessoa como ponto de partida de um fluxo. Importar faz o caminho inverso: lê esse arquivo e cria, na sua conta, um agente novo com o mesmo desenho.

É diferente de Clonar, que duplica um agente instantaneamente dentro da sua própria conta, sem gerar arquivo nenhum. Exportar e Importar servem para levar um agente para fora da conta onde ele foi criado, seja para você mesmo no futuro, seja para outra pessoa.

Nada de segredo viaja no arquivo O arquivo nunca contém a senha, chave ou token guardado no seu Cofre. Quando um campo usa uma credencial do Cofre, o que vai no arquivo é só o nome dela, para você lembrar qual credencial precisa cadastrar de novo do outro lado. Isso vale mesmo com todas as opções de exportação marcadas.

Exportando um agente

No card do agente, clique no ícone de exportar, ao lado de Clonar.

Ícone de exportar no card do agente
O ícone de exportar, na fileira de ações do card.

Um modal abre com duas partes: o que incluir no arquivo, e quais etapas exportar.

Modal de exportar agente
Modal de exportação: opções de conteúdo e seletor de etapas.

Ao final, clique em Baixar JSON. O arquivo é salvo no seu computador com o nome do agente.

O que entra no arquivo

Sete chaves controlam o que sai junto com o desenho do fluxo. Todas começam marcadas, o que reproduz fielmente o agente original:

OpçãoO que controla
Destinatários de mensageriaO e-mail configurado para avisar no início, no fim ou durante a execução de uma etapa.
Identificadores do CofreO nome da credencial do Cofre usada em URL, cabeçalhos, parâmetros ou no corpo de uma chamada. Nunca é o valor da credencial, só o nome dela.
Configuração de conectoresQual conector cada etapa usa e como os campos dele estão preenchidos.
Receita dos conectoresO suficiente para recriar cada conector do outro lado: tipo, nome, os nomes das variáveis que ele cria e os ajustes do exemplo, como o modelo da IA ou o tempo limite. Credencial nunca entra aqui.
Campos do seu ambiente na receitaDentro da receita, os campos que identificam o seu lado: host, usuário, base de dados, endereço da instância, id da planilha. Úteis para reimportar na sua conta, fora de lugar num arquivo publicado.
Vínculo com Projeto de ScriptA referência a um projeto de script enviado à sua conta.
Valores padrão das variáveisO valor de exemplo preenchido nas variáveis globais do fluxo (Matrix) do agente.

Três atalhos ajustam todas de uma vez:

AtalhoQuando usar
📦 Backup completoMarca tudo. Ideal para guardar uma cópia sua ou levar o agente para outra conta que você também administra, sem precisar reconfigurar nada.
🎯 Estrutura mínimaO meio do caminho, feito para publicar o arquivo. Fica o que ensina quem vai importar: a receita de cada conector, com os nomes das variáveis e os ajustes do exemplo, e o nome da credencial do Cofre a cadastrar. Sai o que é dado seu: destinatário de mensageria, valor padrão das variáveis, vínculo com projeto de script e os campos do seu ambiente dentro da receita.
🧩 EsqueletoDesmarca tudo. Leva só a lógica do fluxo, sem nenhuma referência à sua conta. A etapa chega sem conector nenhum, então quem importa precisa descobrir sozinho o que ligar ali.

A conferência antes de baixar

As opções acima removem referências a dados da sua conta. Um texto digitado direto num campo nenhuma delas alcança, porque a ferramenta não tem como saber se aquilo é parte do exemplo ou um dado seu.

Por isso o arquivo é conferido antes de sair. Ao clicar em baixar, o browserMate monta o arquivo e mostra o que ele leva de preenchido por você: endereço de e-mail, CPF ou CNPJ, caminho de uma máquina, endereço de rede interna e texto com cara de chave, cada um com a etapa e o campo onde está. Nada é apagado por conta própria: você decide. Sem achado nenhum, o download acontece no mesmo clique; com achados, o botão passa a dizer Baixar assim mesmo.

Se o arquivo vai ser publicado, troque esses valores no agente e exporte de novo. Se fazem parte do exemplo, pode baixar.

Logo abaixo há um campo de instruções para quem importar. O texto viaja no arquivo e aparece na primeira tela de quem o abre, junto com o propósito do agente. É o lugar de dizer o que o fluxo faz e o que precisa estar pronto antes de rodar.

As marcas de dado sensível viajam com o agente A marca Dado sensível e o tipo Secreto das variáveis fazem parte do desenho do agente: elas vão no arquivo exportado, voltam ao importar e acompanham uma cópia. O arquivo nunca leva valores de execução, só o desenho. Um parâmetro Secreto sai sempre sem valor padrão.

Escolhendo as etapas

A lista de etapas reflete o desenho do agente, incluindo as Decisões e seus ramos. Uma regra simples organiza a seleção: um ramo inteiro entra ou fica de fora, nunca uma etapa avulsa dentro dele. Isso evita exportar um fluxo pela metade, com uma condição que não leva a lugar nenhum.

Se uma etapa exportada aponta, pela sua rota, para uma etapa que ficou de fora da seleção, o modal avisa antes de você baixar o arquivo. A referência continua no arquivo, e vira uma pendência no destino quando o agente for importado, do mesmo jeito que aconteceria se você apagasse essa etapa no seu próprio agente.

Importando um agente

No alto da tela, ao lado de Nova Pasta, clique em Importar.

Botão Importar, ao lado de Nova Pasta
O botão Importar, no alto da tela.

Com uma pasta aberta, o botão Importar continua no alto da tela, e o agente importado entra nessa pasta, junto com os agentes que ele chama.

Selecione o arquivo .json, ou arraste-o para a área indicada.

Um arquivo que não veio de uma exportação do browserMate, ou que foi alterado de um jeito que quebra sua estrutura, é rejeitado com um aviso, antes de qualquer etapa ser criada.

Com o arquivo aceito, a tela de revisão abre com o que ele traz: as instruções de quem exportou, o propósito do agente e uma linha de precisa de, lida das etapas, que resume o que o fluxo exige para rodar (navegador, máquina com desktop, script Python, conector, mais de um runtime). Abaixo vem o que escolher: a lista de agentes, quando o arquivo traz mais de um, ou a mesma árvore de etapas do export, com a mesma regra de ramo inteiro.

Resolvendo conectores e outras dependências

Um agente costuma depender de coisas que moram na conta de quem o criou: um conector, uma credencial do Cofre, um projeto de script. Nada disso é copiado automaticamente para a sua conta, porque nada disso pertence a você até você mesmo ligar.

Tela de resolução de dependências no import
Revisão de conectores, chaves do Cofre e projetos de script usados pelo agente.

Para cada conector que o agente usa, o assistente procura na sua conta um conector do mesmo tipo e com o mesmo nome, e já deixa essa opção pré-selecionada. Você decide se aceita a sugestão, troca por outro conector seu, ou deixa sem vincular por enquanto. Nenhum vínculo é feito sem você confirmar.

A receita do conector

Quando o arquivo traz a receita de um conector, o assistente oferece criá-lo na sua conta em vez de pedir que você escolha um. Isso importa por um motivo que não é óbvio: os nomes das variáveis que o fluxo lê, os {connector.algo}, ficam guardados no conector, não na etapa. Criando o conector a partir da receita, esses nomes chegam certos e o fluxo funciona; escolhendo outro conector seu, com outros nomes, o fluxo importa inteiro e só quebra na hora de rodar.

A receita nunca leva credencial. Nenhuma senha, chave, token ou connection string sai no arquivo, em nenhuma opção de exportação. O conector é criado vazio nesses campos, e o assistente mostra exatamente o que você precisa preencher: "depois de importar, preencha neste conector: API Key".

O endereço do serviço, o cabeçalho de autenticação e o endpoint da ação não vêm do arquivo: são montados pelo catálogo de conectores da sua própria instalação. É isso que impede um arquivo publicado por outra pessoa de criar um conector que aponte para o servidor dela. O que a receita traz preenchido aparece na tela antes de você confirmar, campo por campo.

Um conector de um tipo que a sua versão não conhece não é criado, e a etapa que o usa fica como pendência.

Chaves do Cofre e projetos de script aparecem listados como referência: cadastre a credencial com o mesmo nome no seu Cofre, ou associe o projeto de script certo depois, direto na etapa.

Vários agentes num arquivo só

Um fluxo que usa Chamar Agente ou Paralelizar Agentes só funciona do outro lado se os agentes chamados forem junto. Por isso o modal de exportar lista, marcados, todos os agentes que o fluxo chama, e os que eles chamam também. Eles vão inteiros no mesmo arquivo.

Ao importar, cada um vira um agente novo na sua conta e as chamadas já apontam para eles: ninguém precisa reescolher agente nenhum. O que estava mapeado continua valendo, porque os parâmetros e as variáveis mantêm os mesmos nomes dos dois lados. Falta só publicar.

Na tela de importar, o pacote aparece como uma lista de agentes em vez da árvore de etapas: a escolha é por agente, porque um fluxo chamado pela metade não roda. Tirar um agente da lista faz a etapa que o chamava chegar pedindo que você escolha um agente seu.

Duas coisas não atravessam, e as duas por pertencerem à conta de origem. Um agente de outro dono, chamado pelo fluxo, não pode ir no arquivo: quem importa escolhe o equivalente dele nessa etapa, com Trocar agente no painel (a configuração da entrada fica). E a lista de runtimes de Distribuir entre runtimes também fica para trás, então a etapa chega pedindo que você marque os seus. Numa conta sem paralelismo (plano Free), a etapa chega no Ambiente do próprio agente, porque distribuir não existe nesse plano, e a linha precisa de não pede mais de um runtime. Detalhes: Balancear Carga dos Agentes → Planos. Uma etapa Paralelizar Agentes importada numa conta Free chega como pendência, porque a etapa existe a partir do plano Professional: troque-a por etapas Chamar Agente (Planos).

Na Etapa Agêntica, o agente autorizado como ferramenta entra nessa mesma lista e vai junto; o conector do modelo e cada conector-ferramenta aparecem em Resolvendo conectores, como os da etapa Conector. No 🧩 Esqueleto, o modelo e os conectores-ferramenta chegam por escolher, com os campos fixos em branco. Conferi os campos desta ferramenta e Enviar dado sensível ao modelo não viajam: quem importa confere e libera na própria conta, e até lá a ferramenta com efeito fica como pendência. Um conector cuja ação envia, cria ou atualiza chega marcado Tem efeito. O agente-ferramenta de outro dono chega sem agente: Trocar agente, no bloco da ferramenta, define o seu mantendo Quando usar, a espera e os campos de mesmo nome. Os agentes que vieram no arquivo chegam sem versão publicada, e a Etapa Agêntica que os usa fica como pendência até cada um ser publicado.

A etapa Aguardar Agentes não depende de nada fora do agente: ela aponta para as etapas de disparo do próprio fluxo. Vindo essas etapas, ela continua funcionando sem ajuste, com o mesmo nome de espera e as mesmas variáveis.

Publicar continua sendo seu Um agente chamado só pode ser executado depois de publicado e com um Ambiente Runtime definido, porque a chamada sempre roda a versão publicada dele. Tudo o mais o import resolve; esse passo é o que sobra, e ele é seu porque o ambiente é a sua máquina.

O agente nasce com pendências

O agente importado é criado como uma versão em desenvolvimento nova, nunca publicada automaticamente. Qualquer coisa que ficou sem resolver (um conector não vinculado, uma etapa que aponta para outra que não foi importada) aparece marcada no canvas, do mesmo jeito que qualquer outra pendência que segura a publicação. Você edita, resolve e publica quando quiser.

Boas práticas