v2.0

Primeiros Passos

Do login à primeira automação rodando. Sem instalar nada para começar.

Antes de começar: três palavras

A plataforma inteira gira em torno de três conceitos. Entendendo estes, o resto se explica sozinho:

ConceitoO que é
Agente O robô que faz o trabalho. Tem nome, rosto e um propósito, como "conciliar pagamentos".
Processo O fluxo de etapas que o agente executa: navegar numa página, ler um dado, decidir um caminho, chamar um serviço.
Ambiente Onde a execução acontece de fato. Pode ser a Sandbox da plataforma, para testar na hora, ou um Runtime seu, para operar de verdade.
Você já pode começar Não é preciso instalar, configurar servidor nem pedir nada para o time de TI para criar o primeiro agente e vê-lo rodar. A Sandbox cobre esse começo. O runtime entra quando você decidir colocar a automação em produção, no passo 5.

Onde as coisas ficam

Existem duas telas, e saber para que serve cada uma poupa muito tempo:

TelaComo chegarPara quê
Meus Agentes de Processo Primeiro item do Menu lateral. É a tela que abre ao entrar na plataforma. A lista de todos os seus agentes, que você organiza em pastas. É daqui que se cria um agente novo, executa, compartilha e acompanha o estado de cada um.
Agent Builder Abre sozinho quando você cria um agente. Depois, pelo botão EDIT no card dele. O editor de um agente. É onde você passa a maior parte do tempo: montar o fluxo, configurar, testar e publicar.

O Menu lateral fica recolhido na borda esquerda e se abre ao passar o mouse. Ele dá acesso às telas de gestão: ambientes, conectores, cofre de senhas, insights, empresa. Você vai usá-lo principalmente para ajustar algo que já está em produção sem precisar abrir o agente numa nova versão.

Quase tudo também está dentro do Builder Conectores, ambientes, cofre, variáveis globais do fluxo e download do runtime têm atalho no cabeçalho do Agent Builder. Enquanto você constrói, tudo o que precisa está a um clique dali, sem sair para o Menu e voltar.

1. Criar o agente

Em Meus Agentes de Processo, clique no botão de novo agente. O formulário tem três campos, só isso:

Modal Novo Agente de Automação
Criação de agente: Avatar, Nick e Propósito do Agente.
CampoO que colocar
AvatarO rosto do agente. Ajuda a reconhecê-lo na lista e nos painéis.
NickNome curto, até 25 caracteres. Ex.: Neo.
Propósito do AgenteO que ele faz. Vira o nome do processo. Ex.: Importar notas fiscais do portal.

Clique em Criar & Abrir. O Agent Builder abre com o fluxo vazio, pronto para receber a primeira etapa.

Nada mais precisa ser preenchido agora. Navegador, limites de tempo, notificações e o resto ficam nas Configurações do Agente, com valores padrão que já funcionam. Volte lá quando tiver um motivo.

2. Montar o fluxo

O fluxo é uma sequência de cards da esquerda para a direita. Cada card é uma etapa. Clique no card +, no fim do fluxo, e escolha o tipo:

Menu de criação de etapas no Agent Builder, com os grupos Fluxo do Processo e Orquestração de Agentes e Criar Etapa de Execução em destaque
O card + abre o menu: no grupo Fluxo do Processo, os tipos de etapa e o Clonar; no grupo Orquestração de Agentes, Chamar Agente, Paralelizar Agentes, Aguardar Agentes e Criar Etapa Agêntica.
TipoQuando usar
ExecuçãoFazer alguma coisa: navegar, preencher, ler um dado da tela, chamar uma API ou um conector. É o tipo mais comum.
Decisão de RotaEscolher um caminho conforme uma condição. Veja Decisão.
Regra CustomizadaRodar código próprio em Node.js ou Python, e criar ou alterar variáveis do fluxo sem código. Veja Python e NodeJS e Manipulação de Variáveis.

Dois atalhos do mesmo menu: Clonar duplica uma etapa já existente do fluxo naquele ponto, com tudo o que ela tem, e o grupo Orquestração de Agentes cria as etapas que disparam outros agentes, explicadas em Subprocesso de Agentes. Para o primeiro agente, os três tipos da tabela bastam.

Na etapa de Execução, o Tipo de Ação do Agente define o que ela faz de fato. Há ainda campos presentes em toda etapa, como nome, descrição, condição para executar e o que fazer quando ela falhar.

A referência completa, com cada tipo, cada ação e cada campo, está em Etapas e Ações. Vale a leitura quando você quiser ir além do básico. Para o primeiro agente, o que vem abaixo é suficiente.

Abra a etapa com duplo clique no card. A configuração tem duas partes:

  1. Na aba Propriedades, dê um nome à etapa e escolha a ação.
  2. Na aba Mapeamento, detalhe o que essa ação faz. O painel muda conforme a ação escolhida. Veja Mapeamento de Dados.
Aba Propriedades da etapa de Execução, com o Tipo de Ação do Agente
Na aba Propriedades da etapa de Execução, o tipo de ação.

O que você preenche depende do tipo de trabalho que o agente faz:

Se o agente vai…Escolha a açãoE informa no mapeamento
Operar um sistema pela tela, como uma pessoa faria Navegar em Tela, Preencher Dados, Obter Informação O endereço, os elementos da página e os dados a capturar
Falar com outro sistema já pronto Integrar com Conectores Qual conector e os valores que ele espera receber
Chamar uma API que você conhece Chamar API Rest Método, URL, cabeçalhos, corpo e onde guardar a resposta
Transformar ou calcular dados Etapa do tipo Regra Customizada Nada. O código, ou as Variáveis do Fluxo, ficam na própria etapa
Nem todo agente abre um navegador Um fluxo pode ser inteiramente de integração: recebe um evento, consulta um banco, chama uma IA, grava numa planilha e notifica alguém, sem nenhuma tela envolvida. Também pode ser só RPA, operando um sistema que não tem API. E pode misturar os dois na mesma sequência, que é onde a plataforma rende mais: o agente lê no portal que não tem integração e entrega o resultado via API para o sistema que tem.

✦ Ou peça ao Copilot e pule quase tudo isso

Tudo que você acabou de ler pode ser feito descrevendo em português o que o agente deve fazer. O Copilot fica no cabeçalho do Builder, enxerga o fluxo aberto e constrói dentro dele.

Botão Copilot de Modelagem no cabeçalho do Agent Builder
O Copilot de Modelagem abre pelo botão de estrela, na segunda fileira do cabeçalho.

Pedidos como "cria uma etapa que abre o portal de notas" ou "escreve uma regra em Python que soma os valores da lista" já voltam como etapas montadas, prontas para você revisar.

Para agir sobre os campos de uma página específica, ele precisa conhecer a tela primeiro. É aí que entra a gravação, que o próprio Copilot aciona quando você pede.

Por que começar por aqui, mesmo sabendo montar na mão
  • Você continua no comando. Nada entra sozinho no fluxo. Cada mudança vira um cartão com Confirmar ou Descartar, e você lê antes de aceitar.
  • Pedido grande, uma tacada. Se o que você pediu envolve várias etapas, ele propõe todas de uma vez em vez de parar a cada passo.
  • Escreve o código de verdade. Precisa de uma Regra Customizada? Ele entrega o script em Python ou Node.js pronto, não uma descrição do que o script deveria fazer.
  • Grava a tela por você. Peça para mapear um site e ele aciona o gravador: você navega uma vez, ele monta o fluxo.
  • Também ajusta o que já existe. Mudar um seletor, renomear, mover, agrupar, clonar uma etapa. Ao alterar, mexe só no campo citado e preserva o resto.

O uso diário é coberto por uma cota por usuário, que renova todo dia, vale igual em qualquer agente e dá conta de várias sessões de modelagem. Se você trabalha em volume e não quer esperar a renovação, dá para cadastrar a sua própria chave da Anthropic (BYOK), pelo rodapé do painel do Copilot ou pelo cartão Copilot de Modelagem no seu perfil: o limite diário deixa de valer e o consumo passa a ser cobrado na sua conta.

O detalhe completo do que ele sabe fazer, as convenções que segue, os limites e como a chave é protegida está em Copilot.

3. Testar com o Debug

Não espere o fluxo estar pronto para testar. Clique em Debugar, no cabeçalho do Builder, e acompanhe: os cards ganham borda verde ou vermelha conforme executam, e um console mostra o que aconteceu em cada etapa.

Botões de execução no cabeçalho do Agent Builder
Os controles de execução, no cabeçalho: Debugar, Pausar em falhas, Assistir ao vivo e Console.

Se a sua conta ainda não tem nenhum ambiente cadastrado, o campo AMBIENTE já vem com a Sandbox selecionada e o debug roda ali mesmo. Nada para instalar.

O que a Sandbox faz e o que não faz Ela executa Debug, com um conjunto reduzido de recursos: por ser um ambiente compartilhado, não acessa o Cofre de Senhas nem conectores com credencial. Serve muito bem para validar navegação, seletores e a lógica do fluxo. Não executa produção. A lista completa está em Ambiente Sandbox.

O Debug não consome crédito, então teste à vontade. Quando algo falhar, ele tem ferramentas para você não precisar rodar tudo de novo a cada tentativa: reiniciar a partir de uma etapa, fixar a saída de uma etapa lenta e ignorar uma etapa temporariamente. Veja Debug e Depuração.

4. Conectar outros sistemas

Quando o agente precisar falar com algo além do navegador, enviar um e-mail, consultar uma IA, gravar numa planilha, ler um banco de dados, use um conector.

Painel Conectores aberto no Agent Builder, com o botão Novo Conector
O painel Conectores, aberto pelo cabeçalho: cria um conector novo e lista os já configurados, prontos para arrastar até o Processo ou a Etapa Agêntica.
  1. Abra o painel Conectores pelo cabeçalho do Builder e clique em Novo Conector.
  2. Escolha o serviço no catálogo e preencha as credenciais. Campos de senha são criptografados automaticamente.
  3. Use Testar para validar a conexão antes de salvar.
  4. Arraste o conector salvo para o canvas: uma etapa já vinculada a ele nasce no fim do fluxo.

O catálogo completo, com os campos de cada serviço, está em Conectores. Ao lado do painel Conectores fica o painel Agentes, com os agentes que este processo pode chamar. Os dois se arrastam para o fluxo: Agent Builder → Criar ou configurar uma etapa arrastando do painel.

5. Preparar o ambiente de produção

Até aqui você trabalhou na Sandbox. Para o agente operar de verdade, ele precisa de um Ambiente Runtime seu: um programa que fica rodando numa máquina sua e executa os agentes.

Por que ter o seu:

O caminho é curto:

  1. No painel Ambientes do Builder (ou em Meus Ambientes, no Menu), cadastre um ambiente com nome, sistema operacional e tipo.
  2. No card do ambiente recém-criado, baixe o agent.config.json. Ele já vem preenchido com tudo que o runtime precisa.
  3. Baixe o pacote do runtime pelo atalho de download no cabeçalho do Builder, extraia numa pasta e coloque o agent.config.json ali dentro.
  4. Abra o executável. Não há instalação nem login. Em instantes o ambiente aparece online. No Windows, ele também pode rodar direto na bandeja do sistema, sem janela nenhuma, confirmando na tela que subiu: veja Executar em segundo plano.
  5. De volta ao Builder, selecione esse ambiente no campo AMBIENTE.
Painel Ambientes com o cadastro de um ambiente e o botão agent.config.json
O painel Ambientes: cadastre em Novo Ambiente e, no card criado, baixe o agent.config.json já preenchido.
Download do runtime
Pacotes do runtime para Windows, macOS e Linux.
Seletor AMBIENTE no cabeçalho do Agent Builder
Com o runtime online, selecione-o no campo AMBIENTE. A troca vale na hora.
Uma estação de trabalho comum serve. O runtime não espera conexão de fora, é ele quem se conecta à plataforma, então não é preciso IP fixo, porta aberta nem liberação de firewall de entrada. Detalhes em Pré-requisitos técnicos.

6. Publicar a versão

Enquanto você constrói, o agente está em desenvolvimento e só roda em Debug. Publicar é o que o transforma em algo que a operação pode usar.

  1. Olhe o indicador de pendências, no cabeçalho. Ele lista o que falta: fluxo ainda sem etapa, etapa sem configuração, ambiente não selecionado, modelo não salvo, script com erro de sintaxe. Enquanto não estiver verde, o botão de publicar nem aparece.
  2. Clique em Publicar versão e descreva o que mudou. Esse texto é o que você vai ler daqui a seis meses para entender o que essa versão trouxe.
Botões Publicar versão e Cancelar versão no cabeçalho
Sem pendências, os dois botões aparecem no cabeçalho: Publicar versão, com o número da versão, e Cancelar versão, que descarta o trabalho em desenvolvimento.
Publicar exige um Runtime próprio A Sandbox mantém a pendência de ambiente aberta de propósito: ela é ambiente de teste, não sustenta produção. Se o botão de publicar não aparece e tudo o mais está resolvido, é isso. Volte ao passo 5.

A partir daí, a versão publicada é a que roda em produção. Você pode abrir uma nova versão quando quiser, sem afetar quem está executando, e voltar a uma versão anterior em segundos. Veja Versionamento.

7. Executar e acompanhar

Com a versão publicada, o agente pode ser disparado de quatro formas:

FormaQuando faz sentido
RUN, no card do agenteExecução manual, sob demanda.
AgendamentoO gatilho é o relógio: todo dia às 7h, toda segunda, a cada hora.
WebhookUm sistema externo chama uma URL quando um evento acontece.
APIVocê escreve o código que dispara, com autenticação explícita.

Para acompanhar o que está acontecendo:

Cada execução consome crédito Uma execução completa, fora do Debug, consome 1 crédito da empresa, mais 1 crédito RPA quando o agente controla o navegador ou o computador. Veja Créditos.

Para onde ir depois

Se você quer…Vá para
Trazer o time e organizar permissõesOnboarding
Conhecer cada canto do editorAgent Builder
Fazer o fluxo tomar decisões e repetir tarefasDecisão e Loop
Guardar senhas com segurançaCofre de Senhas
Tratar falhas sem derrubar o processoGestão de Erros e Exceções
Entender como a plataforma é construídaArquitetura
Onde achar o que costuma travar Caminho do Chrome: abra chrome://version e copie o Executable Path.
Seletor de um elemento: F12 no navegador, botão direito no elemento, Copiar seletor. Ou deixe o gravador fazer por você.
Chave de API de um serviço: no painel do próprio serviço. Guarde no Cofre, nunca no texto de uma etapa.